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O perigo de um Estado endividado

  • Foto do escritor: Alexander M Marques (AMM)
    Alexander M Marques (AMM)
  • 16 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura



A DÍVIDA PÚBLICA refere-se a gastos que uma nação deve no geral.  Um governo responsável para com o dinheiro do contribuinte tomará providências para que o gasto público fique dentro da meta, com vistas a evitar colapso da economia e calote da dívida.

A dívida se justifica pelo desenvolvimento de políticas públicas por meio de investimentos,  bem como pela manutenção bens e serviços.


Quando o governo se endivida, entra no prejuízo, o que compromete a viabilidade de realizar políticas públicas. Sem controle,  o Estado recorre ao mercado, em busca de financiamento. Pode, também, valer-se da indesejada solução de emitir moedas, medida ineficiente para mercado, segundo críticas dos economistas.


Para captar recursos financeiros, o Estado oferece  créditos atrativos  ao investidor, o qual será remunerado de acordo com o risco envolvido. Quanto maior o risco envolvido, maior a remuneração. O pagamento, portanto, é devido e  vem acrescido de juros.


Isso se dá por meio de emissão, leilão e administração de títulos públicos federais, como Tesouro Selic, Tesouro IPCA e Tesouro Prefixado, realizadas pelo Tesouro em parceria com o Banco Central do Brasil, de modo que atendem à necessidade de financiamento do governo e oferecimento de opções aos investidores.


Os empréstimos captados servirão, sob o contexto de gestão da dívida, para cobrir a divida interna  (gastos com educação, saúde e infraestrutura, além do pagamento de juros sobre dívidas passadas e manutenção de políticas cambiais e monetárias do país) e  a dívida externa (assumida no exterior a ser quitada em moedas estrangeiras). 


Quando a dívida é usada para financiamento e prorrogação de dívidas passadas, e não para  investimentos em busca de crescimento econômico, surge a premente necessidade de controle sobre as contas públicas.


Um indicativo de que as aludidas contas estão no vermelho reside na relação entre a dívida pública nacional e o PIB (Produto Interno Bruto). Com isso, numa  relação dívida/PIB  alta, a credibilidade no governo cai e as  taxas de juros dos títulos emitidos aumentarão, por envolverem risco elevado.


Além de levar à desvalorização da moeda e às taxas de juros elevadas, o aumento na dívida do governo acarreta impactos na vida das pessoas, sobretudo as desvalidas, na hora de realizar compras a prazo e adquirir empréstimos, nem sempre motivadas por interesses frívolos.


Caso o governo perca credibilidade, os investidores desejam se desfazer de seus títulos do Tesouro, de modo a dificultar  o financiamento da dívida pública.  Com isso, tende a ser ineficaz qualquer aumento nas taxas de juros.


Como a comunidade internacional enxergaria um país que pode dar calote em suas dívidas, e quais consequências isso pode trazer para futuras tentativas de obter empréstimos?


Invista no melhor ativo: conhecimento.

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